Amor pelas Letras
quarta-feira, 21 de maio de 2014
ESCREVER, Ato de se entregar e receber...
Escrever para matar o tempo. Escrever por obrigação. Escrever por profissão. Escrever para tornar presente a ausência. Escrever para manter próximos os elos distantes. Escrever para vencer o espaço e o tempo. Escrever para se encontrar ou se perder de vez. Escrever para dar vida eterna ao instante efêmero. Escrever para se sentir solitário, mas escrever para ter companhia na solidão. Escrever para se conhecer nas entranhas, mas escrever para romper a espessa crosta da individualidade. Escrever para criar pontes em busca do outro. Escrever para ter a marca registrada do ser pensante. Escrever para explodir ou domar a paixão. Escrever como treino de inteligência ou para admirar a loucura da lucidez. Escrever para criar um ritual em que o homem é a própria magia. Escrever para se firmar como uma voz distinta no mundo. Escrever para aceitar, negar e transformar o mesmo mundo. Escrever para se sentir vivo e renovar o grande estoque de palavras-mundo que há em nós.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Busca
Estranha
como se não tivesse encontrado o lugar no mundo
Transito eternamente entre o real e a realidade
mas a presença maior fixa no real
E a realidade me clama, me puxa para o ente, para o mundo...
E quando na realidade estou, a angustia me conflita
e brota um desejo de fugir para o real, e lá ficar...
Só no real mora meu sujeito, interior e verdadeiro
o meu eu superior
explosivo e vivo
É ai! Quando entro na minha esfera particular,
que a exaltação explora a explosão da vida na constelação fugaz da aparição
para tentar viver o estase de uma falsa felicidade na realidade,
sem enlouquecer
como se não tivesse encontrado o lugar no mundo
Transito eternamente entre o real e a realidade
mas a presença maior fixa no real
E a realidade me clama, me puxa para o ente, para o mundo...
E quando na realidade estou, a angustia me conflita
e brota um desejo de fugir para o real, e lá ficar...
Só no real mora meu sujeito, interior e verdadeiro
o meu eu superior
explosivo e vivo
É ai! Quando entro na minha esfera particular,
que a exaltação explora a explosão da vida na constelação fugaz da aparição
para tentar viver o estase de uma falsa felicidade na realidade,
sem enlouquecer
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Latência
"Quando esses dias que nos restam acabar, a ausência fará com que todo sentimento vá aos poucos se esvaindo... até que nos reste apenas as lembranças de um passado que não aconteceu.
Mas ao esvair, o sentimento ficará apenas guardado, e nunca se acabará... Ficará eternamente "latente", na espera de que seja recuperado para um presente em que a saudade não seja apenas a presença dessa ausência, mas sim um fato de um momento intenso, nobre e encantador"
Mas ao esvair, o sentimento ficará apenas guardado, e nunca se acabará... Ficará eternamente "latente", na espera de que seja recuperado para um presente em que a saudade não seja apenas a presença dessa ausência, mas sim um fato de um momento intenso, nobre e encantador"
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Terra Insana - Capítulo FINAL
Um dia Letícia saiu escondida e foi procurar um médico psiquiatra para ajudá-la com o marido, pois à cada dia piorava. Contou tudo que se passava com ele, como ele era, tudo que havia acontecido e como estava agora. O doutor disse que seria necessário vê-lo para diagnosticar melhor, mas que aparentemente poderia se tratar de esquizofrenia.
- A senhora sabe alguma coisa sobre essa doença? – perguntou o Doutor
- Na verdade não, apesar de ler muito, nunca me interessei por essas coisas, além de nunca imaginar que passaria por isso. Única coisa que sei é que costumam chamar de loucura.
- Bem Dona Letícia, a pessoa que sofre desta doença tem ações e atitudes que o intitulam desta forma, pois criam personagens e situações que para nós não fazem o menor sentido, mas para eles faz todo. Essas situações, na maioria das vezes, o protegem de seus medos e traumas, o encobrindo de toda a insegurança existente em seu ser. Essas pessoas chegam em alguns momentos ter visões e ouvir vezes, como se fossem reais. Os personagens e situações criadas no dia-a-dia justificam suas ações, reações e atitudes. E em alguns casos se tornam perigosas, pois ficam agressivas e manipulam situações que nunca conseguimos supor o motivo, ou em outros casos a pessoa fica muito depressiva. Mas o caso do marido da senhora, fica difícil de diagnosticar precisamente, justamente por ele não permitir a aproximação, vou apenas dar uma medicação para deixá-lo menos agressivo. Quem sabe ele ficando mais frágil eu consiga me aproximar e analisar melhor o caso.
Estavam sentados na varanda e Miguel lustrava sua espingarda mirando-a hora para Letícia, hora para João Vitor. Ela tentando agir com naturalidade, questionou-o quais seriam suas intenções com aquela espingarda, já que a cidade toda sabia que ele era o “Rei” e que não poderiam se aproximar.
- É que a “voz” diz que tenho que aguardar o momento certo para tirar a sua vida e a do moleque! – disse Miguel, com a maior calma do mundo.
- Mas que voz é essa que você escuta?
- Ele é igual a mim, meu irmão gêmeo, diz que fui muito bonzinho enquanto estava casado com você e que só pode se aproximar de mim quando me afastei de você, aí ele me mostrou tudo que poderia ter e ser. Disse que ficaremos mais fortes quando vocês se forem. Mas por enquanto, pode ficar tranqüila que não chegou a hora não! Só estou treinando.
Letícia se corroia de medo por dentro, mas não demonstrava ao marido, pois ele confessava que se realizava cada vez que ela demonstrava esse medo a ele. O remédio realmente havia ajudado muito com relação à agressividade, e além do mais fazia com que ele dormisse mais tempo durante o dia. E nesse tempo ela conseguia ajeitar as coisas da fazenda.
O medo que existia dentro dela era tão grande quanto a força de ajudá-lo a se curar e aos pouco foi colocando doses maiores do remédio na comida e bebida dele. O remédio começou a deixá-lo totalmente zonzo e ele dormia a maior parte do tempo, que era de grande alívio para Letícia, que conseguia cumprir os afazeres com mais facilidade.
Até que no preparo de um dos pratos, Miguel apareceu na porta e viu que a mulher colocava “coisas” em seu prato, foi para cima dela e a pegou fortemente arrastando-a pelos cabelos até o lado externo da casa.
Justamente aquele dia as estrelas e a lua iluminavam o céu, deixando a noite clara como o dia. O que permitiu que Letícia visse o fogo nos olhos de Miguel. Ele havia a espancado muito e a amarrado a um toco de árvore. Olhando firmemente nos olhos dela, sorrindo porque adorava vê-la sofrer.
- É minha “esposa” – disse com ironia – já fazia tempo que meu gêmeo disse que estava na hora, mas parecia que minha força e determinação estavam sumindo, o que me impedia de fazer o que precisava. Agora entendo... você estava me enfeitiçando, sua bruxa maldita!!!! Não devia ter te contado os nossos planos, meu e do meu irmão. Ele brigou muito comigo por causa disso, me pressionava, mas o seu feitiço me segurava. Ah! Agora você vai me pagar por atrapalhar meus planos.
- Miguel, pelo amor ao nosso Deus, você está doente e precisa se cuidar, urgentemente, por mim, por nosso filho, por você. Não o enfeiticei, era remédio para que começasse a se curar...
Um tapa fez com que ela se calasse – Cala a boca sua bruxa – disse Miguel. – Só que agora você não vai, simplesmente, morrer sem dor, sem sofrimento. Até que Letícia disse!
- Não entendo porque está assim... você não tem motivo! A única lição que seu pai verdadeiro lhe deu foi para que não deixasse a ganância pelo dinheiro consumir seu coração, e o que fez?!? Deixou que o poder dele o dominasse, fazendo com que perdesse o bem mais precioso que teve até então, que é o amor, o carinho, a alegria e felicidade...
- Cala-se!!!! Já disse!!! Você me enfeitiçou e precisa morrer – disse isso jogando álcool sobre Letícia.
A medicação que o acalmara um pouco ajudava em alguns momentos de lucidez, e sua mente conturbada começou a ter relances das lembranças boas dos momentos que tinham enquanto estavam juntos: o crescimento financeiro com dignidade e honestidade, a união da família, os empregados fiéis... Acendeu o fósforo... e como de súbito, como se uma luz o atingisse, caiu-se de joelhos aos prantos aos pés da esposa, pedindo perdão pelos erros e por tudo que tinha feito até então.
De repente, o fósforo aceso caiu de sua mão e uma faísca atingiu Letícia, que estava encharcada de álcool.
Enquanto Letícia queimava viva, o desespero de Miguel era incontrolável, em tentar de todas as maneiras socorrer a adorada esposa, mas em vão..., a esposa sendo queimada viva... “meu Deus o que está acontecendo? O que fiz?” Pensou Miguel, se dando conta da terrível tragédia que cometera e ao olhar envolta percebeu que seu próprio filho estava olhando fixamente, atônito o que acontecia. O casal que fora com Letícia, estava um pouco longe, chegando no local sem tempo de evitar a morte da patroa. Correu em direção do menino para protegê-lo e evitar que a tragédia fosse maior. Miguel passou por eles, entrando lentamente na casa pegou sua espingarda, sentou em frente do fogo que se fazia sobre o corpo de Letícia, enfiou o cano na boca e atirou...
O casal, Ana e Mário, seguraram cada um em uma mão do menino, viraram de costas e seguiram no sentido da lua, sem olharem para trás.
- A senhora sabe alguma coisa sobre essa doença? – perguntou o Doutor
- Na verdade não, apesar de ler muito, nunca me interessei por essas coisas, além de nunca imaginar que passaria por isso. Única coisa que sei é que costumam chamar de loucura.
- Bem Dona Letícia, a pessoa que sofre desta doença tem ações e atitudes que o intitulam desta forma, pois criam personagens e situações que para nós não fazem o menor sentido, mas para eles faz todo. Essas situações, na maioria das vezes, o protegem de seus medos e traumas, o encobrindo de toda a insegurança existente em seu ser. Essas pessoas chegam em alguns momentos ter visões e ouvir vezes, como se fossem reais. Os personagens e situações criadas no dia-a-dia justificam suas ações, reações e atitudes. E em alguns casos se tornam perigosas, pois ficam agressivas e manipulam situações que nunca conseguimos supor o motivo, ou em outros casos a pessoa fica muito depressiva. Mas o caso do marido da senhora, fica difícil de diagnosticar precisamente, justamente por ele não permitir a aproximação, vou apenas dar uma medicação para deixá-lo menos agressivo. Quem sabe ele ficando mais frágil eu consiga me aproximar e analisar melhor o caso.
Estavam sentados na varanda e Miguel lustrava sua espingarda mirando-a hora para Letícia, hora para João Vitor. Ela tentando agir com naturalidade, questionou-o quais seriam suas intenções com aquela espingarda, já que a cidade toda sabia que ele era o “Rei” e que não poderiam se aproximar.
- É que a “voz” diz que tenho que aguardar o momento certo para tirar a sua vida e a do moleque! – disse Miguel, com a maior calma do mundo.
- Mas que voz é essa que você escuta?
- Ele é igual a mim, meu irmão gêmeo, diz que fui muito bonzinho enquanto estava casado com você e que só pode se aproximar de mim quando me afastei de você, aí ele me mostrou tudo que poderia ter e ser. Disse que ficaremos mais fortes quando vocês se forem. Mas por enquanto, pode ficar tranqüila que não chegou a hora não! Só estou treinando.
Letícia se corroia de medo por dentro, mas não demonstrava ao marido, pois ele confessava que se realizava cada vez que ela demonstrava esse medo a ele. O remédio realmente havia ajudado muito com relação à agressividade, e além do mais fazia com que ele dormisse mais tempo durante o dia. E nesse tempo ela conseguia ajeitar as coisas da fazenda.
O medo que existia dentro dela era tão grande quanto a força de ajudá-lo a se curar e aos pouco foi colocando doses maiores do remédio na comida e bebida dele. O remédio começou a deixá-lo totalmente zonzo e ele dormia a maior parte do tempo, que era de grande alívio para Letícia, que conseguia cumprir os afazeres com mais facilidade.
Até que no preparo de um dos pratos, Miguel apareceu na porta e viu que a mulher colocava “coisas” em seu prato, foi para cima dela e a pegou fortemente arrastando-a pelos cabelos até o lado externo da casa.
Justamente aquele dia as estrelas e a lua iluminavam o céu, deixando a noite clara como o dia. O que permitiu que Letícia visse o fogo nos olhos de Miguel. Ele havia a espancado muito e a amarrado a um toco de árvore. Olhando firmemente nos olhos dela, sorrindo porque adorava vê-la sofrer.
- É minha “esposa” – disse com ironia – já fazia tempo que meu gêmeo disse que estava na hora, mas parecia que minha força e determinação estavam sumindo, o que me impedia de fazer o que precisava. Agora entendo... você estava me enfeitiçando, sua bruxa maldita!!!! Não devia ter te contado os nossos planos, meu e do meu irmão. Ele brigou muito comigo por causa disso, me pressionava, mas o seu feitiço me segurava. Ah! Agora você vai me pagar por atrapalhar meus planos.
- Miguel, pelo amor ao nosso Deus, você está doente e precisa se cuidar, urgentemente, por mim, por nosso filho, por você. Não o enfeiticei, era remédio para que começasse a se curar...
Um tapa fez com que ela se calasse – Cala a boca sua bruxa – disse Miguel. – Só que agora você não vai, simplesmente, morrer sem dor, sem sofrimento. Até que Letícia disse!
- Não entendo porque está assim... você não tem motivo! A única lição que seu pai verdadeiro lhe deu foi para que não deixasse a ganância pelo dinheiro consumir seu coração, e o que fez?!? Deixou que o poder dele o dominasse, fazendo com que perdesse o bem mais precioso que teve até então, que é o amor, o carinho, a alegria e felicidade...
- Cala-se!!!! Já disse!!! Você me enfeitiçou e precisa morrer – disse isso jogando álcool sobre Letícia.
A medicação que o acalmara um pouco ajudava em alguns momentos de lucidez, e sua mente conturbada começou a ter relances das lembranças boas dos momentos que tinham enquanto estavam juntos: o crescimento financeiro com dignidade e honestidade, a união da família, os empregados fiéis... Acendeu o fósforo... e como de súbito, como se uma luz o atingisse, caiu-se de joelhos aos prantos aos pés da esposa, pedindo perdão pelos erros e por tudo que tinha feito até então.
De repente, o fósforo aceso caiu de sua mão e uma faísca atingiu Letícia, que estava encharcada de álcool.
Enquanto Letícia queimava viva, o desespero de Miguel era incontrolável, em tentar de todas as maneiras socorrer a adorada esposa, mas em vão..., a esposa sendo queimada viva... “meu Deus o que está acontecendo? O que fiz?” Pensou Miguel, se dando conta da terrível tragédia que cometera e ao olhar envolta percebeu que seu próprio filho estava olhando fixamente, atônito o que acontecia. O casal que fora com Letícia, estava um pouco longe, chegando no local sem tempo de evitar a morte da patroa. Correu em direção do menino para protegê-lo e evitar que a tragédia fosse maior. Miguel passou por eles, entrando lentamente na casa pegou sua espingarda, sentou em frente do fogo que se fazia sobre o corpo de Letícia, enfiou o cano na boca e atirou...
O casal, Ana e Mário, seguraram cada um em uma mão do menino, viraram de costas e seguiram no sentido da lua, sem olharem para trás.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Terra Insana - Capítulo III
Quando Miguel chegou às terras novas sentia muita tristeza por Letícia e João Vitor não tê-lo acompanhado e supriu essa ausência com o trabalho e os negócios que iria realizar.
Na sua ausência aconteceram várias coisas como: animais desaparecidos, o cultivo das plantações que não foram feitas, funcionários que foram embora sem dar satisfação, roubos diversos, etc, que fez com que percebesse que não podia confiar em ninguém naquele lugar e que ali valia realmente a lei do mais forte. E ele era o mais forte e o mais poderoso.
Passava noites em claro preso em seus pensamentos, como se a sua consciência e a sua inconsciência ficassem em constante discussão do que fazer e do que acreditar. Começou a conversar consigo mesmo, fazendo perguntas, da qual ele mesmo às respondia.
Miguel tinha muito medo de ser morto por algum empregado da fazenda, de ser roubado na casa principal ou de ser subestimado por todos da redondeza, portanto proibiu a entrada de todos na casa principal, a não ser Sr. Julio, que era o empregado mais antigo da fazenda, e mesmo assim ele não podia tocar em nada e só poderia entrar se acompanhado de Miguel, que andava sempre armado.
A noite ficava de guarda na fazenda vigiando tudo e todos, e quando via algo que julgava ameaçador atirava sem saber o que era. Se percebesse algo que não estava de seu agradado, colocava fogo. Dava ordens seguidas de ameaças e se não fossem cumpridas como queria cumpria suas ameaças da forma mais cruel possível, e ainda dizia a todos que era de exemplo aos demais para que cumprisse suas ordens.
Como todos diziam nas redondezas, “ele não esta no seu juízo perfeito”, mas o que poderiam fazer? Ele não aceitava ajuda de ninguém e nem aproximações de gente desconhecida. E todos do local viviam a sua mercê, sem saber o que seriam deles no dia seguinte.
Letícia sentada na escada da varanda com João Vitor, contava histórias infantis. Ela estava tentando levar uma vida normal ao lado do filho, contando com a ajuda dos empregados, mas não conseguia disfarçar a falta que sentia de Miguel. Parecia que não existia mais brisa, o sol não brilhava mais e as noites não eram mais claras e estreladas. A alegria não existia mais... mesmo com os esforços dos empregados em tentar fazer um ambiente alegre, soava tudo falso. O que, na verdade, era mesmo. Era como se faltasse uma página fundamental em uma bela história de amor... como se as últimas páginas desse livro tivessem sido perdidas e que nunca mais ninguém saberia o fim de toda aquela felicidade.
Já fazia um ano que Miguel se fora e nunca mais havia dado notícias. Letícia escreveu-lhe diversas cartas e não recebeu nenhuma resposta.
Um dia estava tentando resolver um problema das mortes misteriosas dos animais de sua fazenda, avistou um senhor se aproximando lentamente, com uma aparência cansada e suja. Os empregados se aproximaram dele e o senhor dizia que estava ali por conta própria, pois não sabiam mais o que fazer, e que estava procurando Dona Letícia, porque ela era a última esperança.
- Boa Tarde, Dona Letícia, sou Julio Moreira, empregado do falecido Sr. José Inório, da qual seu marido se tornou herdeiro, e estamos em situações calamitosas lá nas terras e por isso decidimos procurar a senhora para ver se nos ajuda! O marido da senhora, não tá nada bom não. Nunca vi tanta crueldade junta numa pessoa, que antes era do bem. Ele sofre da cabeça Dona, e a gente sofre as conseqüências, sabe???
Letícia sentiu uma dor terrível no peito ao escutar tudo que aquele senhor dizia, lembrou-se do amor que sentia por Miguel, pela família, pelo filho e por tudo que construíram e fizeram enquanto estavam juntos. Decidiu, portanto ir até as novas terras verificar o que estava acontecendo, levando o filho João Vitor e um casal de confiança da fazenda.
Partiram no dia seguinte e realmente era uma dura viagem, assim como Miguel havia dito. A ansiedade pela chegada e a agonia de saber o que se passava estava estampada na face de Letícia.
- Já chegamos Dona Letícia – disse Sr. Julio.
O que a assuntou muito, pois sentiu calafrios ao entrar nas terras e viu os sinais de abandono que o local se encontrava.
Ao chegar na casa, Miguel estava sentado na varanda com uma espingarda na mão e ao vê-los apontou-a ameaçando atirar. E mesmo assustada Letícia continuou a se aproximar, sem esconder o medo que sentia. O marido começou uma risada irônica e cruel, o que a deixou ainda mais assustada.
- O que fazes aqui nas minhas terras, oh mulher, ingrata? Daqui não levará nem um vintém se quer, pois é tudo meu, eu que mando aqui. Sozinho!!!
- Não quero nada, apenas, te ver. Sinto saudades e seu filho também!
Miguel desceu as escadas colocando a espingarda no chão, como se tivesse naquele instante um momento de lucidez, abraçou o filho com verdadeira ternura, elogiando sua beleza e postura. Mas tratando Letícia com desprezo e indiferença.
Ao entrar na casa ela começou a ver o estrago. Um local imundo e nojento, havia até sangue, onde ela não conseguia definir se era de animal ou humano. Pediu ao Sr. Julio que
chamasse a criadagem da casa para que desse um jeito naquilo tudo. Foi quando Sr. Julio pediu que ela sentasse que iria contar tudo que estava se passando no local.
- Pois é Dona Letícia, por isso que trouxemos a senhora para cá, seu marido não ta regulando bem da cabeça não. A criadagem tá indo tudo embora com medo. Não tá restando ninguém, a gente acha que ele já matou um monte de gente e que some com o corpo, não dá nem pra provar, e todo mundo de estranho que se aproxima das terras também some. Tem noite que ele coloca fogo nas coisas, ninguém consegue se aproximar dele. Não deixa ninguém entrar na casa, nem pra limpar, nem pra cozinhar, pra nada, ainda bem que ele não proibiu a entrada da senhora!
Letícia se compadeceu da situação do marido e chorou arrependida de não ter o acompanhado quando partiu. E agora como resolveria isso? Como reverteria a situação? Como ajudaria os empregados daquela terra?
Os dias que se seguiram foram de puro sofrimento para Letícia que teve a casa toda a arrumar e tentar dentro do possível, colocar ordem na situação da fazenda, isso tudo sem que o marido percebesse, pois ele mesmo a proibia de fazer qualquer coisa sem sua ordem. Ela não entendia o porque de tanto desprezo e ódio por ela. O que ela teria feito de grave para ele?
Na sua ausência aconteceram várias coisas como: animais desaparecidos, o cultivo das plantações que não foram feitas, funcionários que foram embora sem dar satisfação, roubos diversos, etc, que fez com que percebesse que não podia confiar em ninguém naquele lugar e que ali valia realmente a lei do mais forte. E ele era o mais forte e o mais poderoso.
Passava noites em claro preso em seus pensamentos, como se a sua consciência e a sua inconsciência ficassem em constante discussão do que fazer e do que acreditar. Começou a conversar consigo mesmo, fazendo perguntas, da qual ele mesmo às respondia.
Miguel tinha muito medo de ser morto por algum empregado da fazenda, de ser roubado na casa principal ou de ser subestimado por todos da redondeza, portanto proibiu a entrada de todos na casa principal, a não ser Sr. Julio, que era o empregado mais antigo da fazenda, e mesmo assim ele não podia tocar em nada e só poderia entrar se acompanhado de Miguel, que andava sempre armado.
A noite ficava de guarda na fazenda vigiando tudo e todos, e quando via algo que julgava ameaçador atirava sem saber o que era. Se percebesse algo que não estava de seu agradado, colocava fogo. Dava ordens seguidas de ameaças e se não fossem cumpridas como queria cumpria suas ameaças da forma mais cruel possível, e ainda dizia a todos que era de exemplo aos demais para que cumprisse suas ordens.
Como todos diziam nas redondezas, “ele não esta no seu juízo perfeito”, mas o que poderiam fazer? Ele não aceitava ajuda de ninguém e nem aproximações de gente desconhecida. E todos do local viviam a sua mercê, sem saber o que seriam deles no dia seguinte.
Letícia sentada na escada da varanda com João Vitor, contava histórias infantis. Ela estava tentando levar uma vida normal ao lado do filho, contando com a ajuda dos empregados, mas não conseguia disfarçar a falta que sentia de Miguel. Parecia que não existia mais brisa, o sol não brilhava mais e as noites não eram mais claras e estreladas. A alegria não existia mais... mesmo com os esforços dos empregados em tentar fazer um ambiente alegre, soava tudo falso. O que, na verdade, era mesmo. Era como se faltasse uma página fundamental em uma bela história de amor... como se as últimas páginas desse livro tivessem sido perdidas e que nunca mais ninguém saberia o fim de toda aquela felicidade.
Já fazia um ano que Miguel se fora e nunca mais havia dado notícias. Letícia escreveu-lhe diversas cartas e não recebeu nenhuma resposta.
Um dia estava tentando resolver um problema das mortes misteriosas dos animais de sua fazenda, avistou um senhor se aproximando lentamente, com uma aparência cansada e suja. Os empregados se aproximaram dele e o senhor dizia que estava ali por conta própria, pois não sabiam mais o que fazer, e que estava procurando Dona Letícia, porque ela era a última esperança.
- Boa Tarde, Dona Letícia, sou Julio Moreira, empregado do falecido Sr. José Inório, da qual seu marido se tornou herdeiro, e estamos em situações calamitosas lá nas terras e por isso decidimos procurar a senhora para ver se nos ajuda! O marido da senhora, não tá nada bom não. Nunca vi tanta crueldade junta numa pessoa, que antes era do bem. Ele sofre da cabeça Dona, e a gente sofre as conseqüências, sabe???
Letícia sentiu uma dor terrível no peito ao escutar tudo que aquele senhor dizia, lembrou-se do amor que sentia por Miguel, pela família, pelo filho e por tudo que construíram e fizeram enquanto estavam juntos. Decidiu, portanto ir até as novas terras verificar o que estava acontecendo, levando o filho João Vitor e um casal de confiança da fazenda.
Partiram no dia seguinte e realmente era uma dura viagem, assim como Miguel havia dito. A ansiedade pela chegada e a agonia de saber o que se passava estava estampada na face de Letícia.
- Já chegamos Dona Letícia – disse Sr. Julio.
O que a assuntou muito, pois sentiu calafrios ao entrar nas terras e viu os sinais de abandono que o local se encontrava.
Ao chegar na casa, Miguel estava sentado na varanda com uma espingarda na mão e ao vê-los apontou-a ameaçando atirar. E mesmo assustada Letícia continuou a se aproximar, sem esconder o medo que sentia. O marido começou uma risada irônica e cruel, o que a deixou ainda mais assustada.
- O que fazes aqui nas minhas terras, oh mulher, ingrata? Daqui não levará nem um vintém se quer, pois é tudo meu, eu que mando aqui. Sozinho!!!
- Não quero nada, apenas, te ver. Sinto saudades e seu filho também!
Miguel desceu as escadas colocando a espingarda no chão, como se tivesse naquele instante um momento de lucidez, abraçou o filho com verdadeira ternura, elogiando sua beleza e postura. Mas tratando Letícia com desprezo e indiferença.
Ao entrar na casa ela começou a ver o estrago. Um local imundo e nojento, havia até sangue, onde ela não conseguia definir se era de animal ou humano. Pediu ao Sr. Julio que
chamasse a criadagem da casa para que desse um jeito naquilo tudo. Foi quando Sr. Julio pediu que ela sentasse que iria contar tudo que estava se passando no local.
- Pois é Dona Letícia, por isso que trouxemos a senhora para cá, seu marido não ta regulando bem da cabeça não. A criadagem tá indo tudo embora com medo. Não tá restando ninguém, a gente acha que ele já matou um monte de gente e que some com o corpo, não dá nem pra provar, e todo mundo de estranho que se aproxima das terras também some. Tem noite que ele coloca fogo nas coisas, ninguém consegue se aproximar dele. Não deixa ninguém entrar na casa, nem pra limpar, nem pra cozinhar, pra nada, ainda bem que ele não proibiu a entrada da senhora!
Letícia se compadeceu da situação do marido e chorou arrependida de não ter o acompanhado quando partiu. E agora como resolveria isso? Como reverteria a situação? Como ajudaria os empregados daquela terra?
Os dias que se seguiram foram de puro sofrimento para Letícia que teve a casa toda a arrumar e tentar dentro do possível, colocar ordem na situação da fazenda, isso tudo sem que o marido percebesse, pois ele mesmo a proibia de fazer qualquer coisa sem sua ordem. Ela não entendia o porque de tanto desprezo e ódio por ela. O que ela teria feito de grave para ele?
(Continua...)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Tera Insana - Capítulo II
Os dias se passam como se fossem anos... Letícia angustiada a todo o momento sem notícias do marido, afinal já havia se passado 6 meses de sua partida. Não consegue se concentrar aos afazeres diários. Ela se senta todos os dias na varanda ao entardecer, imaginando que o marido apareça entre o campo e a plantação no meio do sol que desce lentamente para dentro da terra. Mas nunca ele aparece, fazendo com que sua angústia aumente ainda mais.
Os empregados fiéis e amigos, percebem o que se passa com a patroa e ajudam-na com as obrigações necessárias para o bom andamento da fazenda. Com isso, ela demonstra sua imensa gratidão a todos.
Um dia Letícia estava, distraidamente, brincando com João Vitor, quando escuda um alvoroço entre os empregados externos. Pega João nos braços e vai para fora da casa e vê, como se fosse miragem, a alegria dos empregados com a volta do patrão, e seu amado. Corre ao seu encontro, com o filho adorado no colo... e o choro embargado na garganta sai como um alívio, quando em um abraço demorado e terno entre os três se inicia.
Já dentro da casa Miguel começa a contar a esposa o motivo que o fizera sair de lá e o por quê da sua demora.
Foram 5 dias de viagem, preocupante e exaustiva, pois fora apreensivo, sem saber o que iria encontrar. Lá chegando encontrou um senhor muito idoso, já se agonizando na cama. Esse senhor chamava-se José Inório e começou a contar à Miguel porque havia lhe chamado de tão longe.
“Eu e o João, fomos criados como irmãos, meu pai era dono de terras e ele era filho do melhor empregado de meu pai, o mais fiel e companheiro, e assim ficamos também. Havia na redondeza uma bela moça que era um encanto, uma doçura, uma preciosidade, mas de família muito pobre e necessitada. Eu e o João nos apaixonamos pela moça, mas meu pai não permitiu o namoro por ela ser pobre, conseqüentemente, o pai de João também não permitiu, pois ele queria que meu pai consentisse o casamento dele com uma das minhas irmãs. Eu, mesmo contra a vontade de meu pai, me relacionei com essa moça e vivemos momentos de puro amor e paixão, tudo escondido, pois éramos proibidos. O tempo foi passando... as coisas acontecendo... aparentemente tudo dentro das vontades de meu pai. Mas um dia essa moça ficou grávida, fiquei perdido... atônito..., sem saber o que fazer. Se assumisse a criança, meu pai me deserdaria e não teríamos como viver, e o pior disso tudo, é que eu havia me casado com uma outra moça de posses, que meu pai havia arranjado. O desespero desta moça era agonizante, o que faríamos?!? Não tive saída! Contei ao meu querido amigo o que estava acontecendo, chegamos juntos, os três, a uma solução. Meu amigo, que já era apaixonado por essa moça, se casaria com ela e assumiria a criança e eu passaria uma das fazendas aos dois para que começassem uma nova vida.”
- É meu rapaz – disse o velho – esse meu amigo João é o que você conhece como pai e essa moça a sua mãe!!!
Mesmo atordoado, Miguel escutava atentamente tudo que aquele senhor dizia. Era uma confusão em sua cabeça, o seu pai, não era o seu pai, e aquele estranho deitado na cama que o era. E mesmo na confusão de seus pensamentos, admirou ainda mais o homem que o criou. O amor terno e verdadeiro que sentia por sua mãe, fez com que ele o criasse como filho verdadeiro. E como havia te dado amor, carinho e atenção... Ao mesmo tempo sentiu um imenso desprezo por aquele homem deitado, que o rejeitou por dinheiro, posses, poder e aparência, rejeitou até o amor de sua vida e o amor que sua mãe sentia por ele.
E o velho continuou:
- Te chamei aqui, porque minha esposa, já falecida, não me deu herdeiro, vivi uma vida frustrante, sem amor, sem filhos, sem carinho. Descobri muito tarde que o dinheiro não compra tudo e que mais cedo ou mais tarde vamos embora dessa terra, para uma desconhecida e não levamos nada material daqui, somente levamos a sabedoria e a benfeitoria que fizemos aos outros. Te chamei aqui, meu filho, para te pedir perdão pelo que fiz e dizer que você está herdando tudo que tenho, muitas terras e poder. Aqui será como rei, assim como fui durante todos esses anos. Só peço que cultive tudo isso que herda com o mesmo carinho que tem com a pouca terra que já possui e se me permitir, gostaria de, apenas, dar uma lição que a guarde dentro do coração para sempre. Demorei muito para apreendê-la e descobri o quanto ela é valiosa.”Nunca, meu filho, mas nunca mesmo, permita que a ganância da terra, do poder e do dinheiro que está herdando agora, domine sua mente e seu coração, use-o para seu bem e de sua família, e seus próximos. Continue cultivando o amor e o carinho dentro de você. Não permita que se perca a melhor coisa que seu pai adotivo lhe ensinou, o dinheiro e o poder não são tudo...”. – e o velho fecha os olhos para sempre.
Com a morte do pai verdadeiro, Miguel assumiu toda a administração da fortuna e de todas as terras pertencentes ao pai. No inicio foi tratado como bastardo e tudo que os empregados, amigos da família e familiares pudessem fazer para atrapalhá-lo, fizeram. Suas ordens não eram acatadas e seu jeito meigo e amigo que cativava todos nas terras de onde vinha, ali era motivo de chacota e indiferença.
As fazendas estavam com muitos problemas, o que fez com que Miguel mudasse muito seu jeito de tratar aquelas pessoas, que infelizmente só obedeciam suas ordens com rispidez, arrogância e ameaças.
Foi um começo muito difícil para Miguel, pois tinha que ser um patrão da qual não estava acostumado. Para o bem de todos e da fazenda, suas ordens deviam ser cumpridas, e para que isso acontecesse teve que ter pulso firme e mostrar quem mandava ali. Teve que apreender a ser cruel, como todos daquele lugar estavam acostumados a serem tratados.
O tempo foi passando e Miguel começou a fazer parte daquele lugar, começou a ser como eles e o crescimento de sua fortuna e poder tomou conta de sua mente, fazendo valer a sua lei.
Letícia olhava o marido com repreensão, parece que o sentia longe, distante, como se aquele lugar não fosse mais dele, e o brilho de seus olhos não eram mais os mesmos, a forma que falava era rancorosa, brusca e sentida.
- Por que demorou tanto a voltar, Miguel?
- Ora Letícia – disse Miguel – agora sou dono daquilo tudo, tive que pôr ordem, pois a doença dele fez com que não cuidasse direito dos bens. Tive que trabalhar muito e ainda o trabalho não está acabado, tem muito por fazer e ainda conquistar.
Ela percebeu que havia um sentimento dentro do marido que não existia quando ele partiu. Até que disse:
- Por tudo que me disseste, sobre esse Senhor, ele te deu um ensinamento da qual você parece não ter recebido de coração..
- Ah! Não me venha com demagogia agora! Acha que um velhote que abandona o amor de sua vida com seu próprio filho na barriga, tem algo a ensinar a alguém? Quem é ele para me ensinar alguma coisa? Vivi até agora sem ele e não será meia dúzia de palavras que me amolecerá o coração.
- Acontece, Senhor meu marido, que você saiu daqui com o coração mole, sincero e amoroso, e voltou muito estranho. Sinceramente, não estou o reconhecendo!
- Você não percebe o quanto estamos ricos e poderosos agora? Temos que partir logo de volta, tenho muito por fazer lá, muitas negociações em andamento e não posso deixar nas mãos dos empregados, pois não confio mais em ninguém.
Subindo as escadas lentamente, com os pensamentos aéreos, Letícia sentiu que perdera a força e a união que tinha adquirido junto ao marido durante todos aqueles anos. Se perguntava o motivo que o fizera ficar tão estranho. Ele nem havia dado atenção ao filho. Não sabia o que dizer, nem o que pensar. Ele queria que ela e o filho partissem com ele para as novas terras, mas ela adorava aquele lugar, foi onde cresceu, apreendeu, amou e viveu até então. Não queria sair dali, apreendeu a lidar com a fazenda e os empregados eram leais e amigos. Tinha medo da terra nova que, segundo Miguel, não houve cultivo de fraternidade e amor, como era ali onde estavam.
Alguns dias se passaram e Miguel se demonstrando distante e distraído, não dormia direito à noite e estava sempre apreensivo, com certa arrogância e brutalidade com os empregados e até com ela mesma. Não existia mais conversa, brincadeira, risada e cumplicidade entre o casal. Os poucos diálogos que tinham, eram de discussão sobre o poder da casa, do dinheiro e da partida para as novas terras.
Nessas discussões, ficou decidido que Letícia e o filho não acompanhariam Miguel, pois como ela mesma havia intitulado, “estavas louco”, sem coerência do que estava fazendo de si, de sua vida e sua família. Letícia tentou, por diversas vezes, colocar ordem na cabeça do marido, que demonstrava, claramente, não estar bem de saúde mental, pois confundia coisas com facilidade e, às vezes, chegava a dizer coisas totalmente incoerentes com o dia-a-dia deles.
Miguel partiu no dia seguinte, e junto com ele partiu aquela felicidade que parecia ser tão eterna.
Os empregados fiéis e amigos, percebem o que se passa com a patroa e ajudam-na com as obrigações necessárias para o bom andamento da fazenda. Com isso, ela demonstra sua imensa gratidão a todos.
Um dia Letícia estava, distraidamente, brincando com João Vitor, quando escuda um alvoroço entre os empregados externos. Pega João nos braços e vai para fora da casa e vê, como se fosse miragem, a alegria dos empregados com a volta do patrão, e seu amado. Corre ao seu encontro, com o filho adorado no colo... e o choro embargado na garganta sai como um alívio, quando em um abraço demorado e terno entre os três se inicia.
Já dentro da casa Miguel começa a contar a esposa o motivo que o fizera sair de lá e o por quê da sua demora.
Foram 5 dias de viagem, preocupante e exaustiva, pois fora apreensivo, sem saber o que iria encontrar. Lá chegando encontrou um senhor muito idoso, já se agonizando na cama. Esse senhor chamava-se José Inório e começou a contar à Miguel porque havia lhe chamado de tão longe.
“Eu e o João, fomos criados como irmãos, meu pai era dono de terras e ele era filho do melhor empregado de meu pai, o mais fiel e companheiro, e assim ficamos também. Havia na redondeza uma bela moça que era um encanto, uma doçura, uma preciosidade, mas de família muito pobre e necessitada. Eu e o João nos apaixonamos pela moça, mas meu pai não permitiu o namoro por ela ser pobre, conseqüentemente, o pai de João também não permitiu, pois ele queria que meu pai consentisse o casamento dele com uma das minhas irmãs. Eu, mesmo contra a vontade de meu pai, me relacionei com essa moça e vivemos momentos de puro amor e paixão, tudo escondido, pois éramos proibidos. O tempo foi passando... as coisas acontecendo... aparentemente tudo dentro das vontades de meu pai. Mas um dia essa moça ficou grávida, fiquei perdido... atônito..., sem saber o que fazer. Se assumisse a criança, meu pai me deserdaria e não teríamos como viver, e o pior disso tudo, é que eu havia me casado com uma outra moça de posses, que meu pai havia arranjado. O desespero desta moça era agonizante, o que faríamos?!? Não tive saída! Contei ao meu querido amigo o que estava acontecendo, chegamos juntos, os três, a uma solução. Meu amigo, que já era apaixonado por essa moça, se casaria com ela e assumiria a criança e eu passaria uma das fazendas aos dois para que começassem uma nova vida.”
- É meu rapaz – disse o velho – esse meu amigo João é o que você conhece como pai e essa moça a sua mãe!!!
Mesmo atordoado, Miguel escutava atentamente tudo que aquele senhor dizia. Era uma confusão em sua cabeça, o seu pai, não era o seu pai, e aquele estranho deitado na cama que o era. E mesmo na confusão de seus pensamentos, admirou ainda mais o homem que o criou. O amor terno e verdadeiro que sentia por sua mãe, fez com que ele o criasse como filho verdadeiro. E como havia te dado amor, carinho e atenção... Ao mesmo tempo sentiu um imenso desprezo por aquele homem deitado, que o rejeitou por dinheiro, posses, poder e aparência, rejeitou até o amor de sua vida e o amor que sua mãe sentia por ele.
E o velho continuou:
- Te chamei aqui, porque minha esposa, já falecida, não me deu herdeiro, vivi uma vida frustrante, sem amor, sem filhos, sem carinho. Descobri muito tarde que o dinheiro não compra tudo e que mais cedo ou mais tarde vamos embora dessa terra, para uma desconhecida e não levamos nada material daqui, somente levamos a sabedoria e a benfeitoria que fizemos aos outros. Te chamei aqui, meu filho, para te pedir perdão pelo que fiz e dizer que você está herdando tudo que tenho, muitas terras e poder. Aqui será como rei, assim como fui durante todos esses anos. Só peço que cultive tudo isso que herda com o mesmo carinho que tem com a pouca terra que já possui e se me permitir, gostaria de, apenas, dar uma lição que a guarde dentro do coração para sempre. Demorei muito para apreendê-la e descobri o quanto ela é valiosa.”Nunca, meu filho, mas nunca mesmo, permita que a ganância da terra, do poder e do dinheiro que está herdando agora, domine sua mente e seu coração, use-o para seu bem e de sua família, e seus próximos. Continue cultivando o amor e o carinho dentro de você. Não permita que se perca a melhor coisa que seu pai adotivo lhe ensinou, o dinheiro e o poder não são tudo...”. – e o velho fecha os olhos para sempre.
Com a morte do pai verdadeiro, Miguel assumiu toda a administração da fortuna e de todas as terras pertencentes ao pai. No inicio foi tratado como bastardo e tudo que os empregados, amigos da família e familiares pudessem fazer para atrapalhá-lo, fizeram. Suas ordens não eram acatadas e seu jeito meigo e amigo que cativava todos nas terras de onde vinha, ali era motivo de chacota e indiferença.
As fazendas estavam com muitos problemas, o que fez com que Miguel mudasse muito seu jeito de tratar aquelas pessoas, que infelizmente só obedeciam suas ordens com rispidez, arrogância e ameaças.
Foi um começo muito difícil para Miguel, pois tinha que ser um patrão da qual não estava acostumado. Para o bem de todos e da fazenda, suas ordens deviam ser cumpridas, e para que isso acontecesse teve que ter pulso firme e mostrar quem mandava ali. Teve que apreender a ser cruel, como todos daquele lugar estavam acostumados a serem tratados.
O tempo foi passando e Miguel começou a fazer parte daquele lugar, começou a ser como eles e o crescimento de sua fortuna e poder tomou conta de sua mente, fazendo valer a sua lei.
Letícia olhava o marido com repreensão, parece que o sentia longe, distante, como se aquele lugar não fosse mais dele, e o brilho de seus olhos não eram mais os mesmos, a forma que falava era rancorosa, brusca e sentida.
- Por que demorou tanto a voltar, Miguel?
- Ora Letícia – disse Miguel – agora sou dono daquilo tudo, tive que pôr ordem, pois a doença dele fez com que não cuidasse direito dos bens. Tive que trabalhar muito e ainda o trabalho não está acabado, tem muito por fazer e ainda conquistar.
Ela percebeu que havia um sentimento dentro do marido que não existia quando ele partiu. Até que disse:
- Por tudo que me disseste, sobre esse Senhor, ele te deu um ensinamento da qual você parece não ter recebido de coração..
- Ah! Não me venha com demagogia agora! Acha que um velhote que abandona o amor de sua vida com seu próprio filho na barriga, tem algo a ensinar a alguém? Quem é ele para me ensinar alguma coisa? Vivi até agora sem ele e não será meia dúzia de palavras que me amolecerá o coração.
- Acontece, Senhor meu marido, que você saiu daqui com o coração mole, sincero e amoroso, e voltou muito estranho. Sinceramente, não estou o reconhecendo!
- Você não percebe o quanto estamos ricos e poderosos agora? Temos que partir logo de volta, tenho muito por fazer lá, muitas negociações em andamento e não posso deixar nas mãos dos empregados, pois não confio mais em ninguém.
Subindo as escadas lentamente, com os pensamentos aéreos, Letícia sentiu que perdera a força e a união que tinha adquirido junto ao marido durante todos aqueles anos. Se perguntava o motivo que o fizera ficar tão estranho. Ele nem havia dado atenção ao filho. Não sabia o que dizer, nem o que pensar. Ele queria que ela e o filho partissem com ele para as novas terras, mas ela adorava aquele lugar, foi onde cresceu, apreendeu, amou e viveu até então. Não queria sair dali, apreendeu a lidar com a fazenda e os empregados eram leais e amigos. Tinha medo da terra nova que, segundo Miguel, não houve cultivo de fraternidade e amor, como era ali onde estavam.
Alguns dias se passaram e Miguel se demonstrando distante e distraído, não dormia direito à noite e estava sempre apreensivo, com certa arrogância e brutalidade com os empregados e até com ela mesma. Não existia mais conversa, brincadeira, risada e cumplicidade entre o casal. Os poucos diálogos que tinham, eram de discussão sobre o poder da casa, do dinheiro e da partida para as novas terras.
Nessas discussões, ficou decidido que Letícia e o filho não acompanhariam Miguel, pois como ela mesma havia intitulado, “estavas louco”, sem coerência do que estava fazendo de si, de sua vida e sua família. Letícia tentou, por diversas vezes, colocar ordem na cabeça do marido, que demonstrava, claramente, não estar bem de saúde mental, pois confundia coisas com facilidade e, às vezes, chegava a dizer coisas totalmente incoerentes com o dia-a-dia deles.
Miguel partiu no dia seguinte, e junto com ele partiu aquela felicidade que parecia ser tão eterna.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Terra Insana - Capítulo I
(Meu primeiro Conto Trágico)
Capítulo I
Tudo estava calmo... uma típica noite de verão. O forte vento soprava balançando as copas das árvores, indicando a possível chegada de uma tempestade. As folhas secas no chão corriam pelo campo em pequenos roda-moinhos, e as plantações de milho mexiam-se rapidamente como se estivem dançando. As tempestades noturnas eram comuns nesta época do ano, por isso não abalou Miguel e Letícia que estavam sentados na varanda olhando o movimentar da noite e as nuvens que se formavam, escurecendo aquela noite clara.
Letícia, abraçada ao seu amado sentindo o cheiro forte da terra misturado ao suor do marido, que acabara de chegar da cidade com a venda completa da colheita daquele ano, contava à esposa os detalhes da negociação e os planos de crescimento para a fazenda.
O casamento fora arranjado pelos pais de ambos, que não sabiam da existência do amor entre Miguel e Letícia. Parecia que a felicidade era realmente para ser deles. Um completava o outro em corpo, alma e pensamento. O destino os uniu em amor e negócios, que era muito comum entre os fazendeiros da região casarem filhos para fortificar as negociações comerciais. Mas com esse jovem casal havia algo diferente, pois já havia a existência do amor forte e verdadeiro.
Com a morte dos pais de Letícia, Miguel assumiu a administração dos bens da família, pois ela era filha única. E a união de terras, amor, inteligência e trabalho de ambos, fez com que dobrassem o capital que os pais haviam deixado. Miguel cuidava das plantações, criação dos animais e dos empregados externos e Letícia, da casa, da criadagem interna e da administração geral da fazenda, com seus documentos e finanças. Tudo muito controlado e correto, como o pai havia ensinado.
O vento aumentou sua intensidade, fazendo com que o casal fosse para o interior da casa, pois o temporal realmente já estava se formando. Letícia solicitou que colocassem o jantar à mesa, e mesmo com a forte chuva, os trovões e relâmpagos que se faziam lá fora não interromperam o jantar e a alegria do casal com o planejamento do futuro, já que logo chegaria o bebê, tão aguardado e querido.
Após o jantar, sentados cada um em sua poltrona, Letícia lia seus livros de romance, enquanto Miguel lia as noticias no jornal, pois ficara fora muitos dias e precisava se atualizar. Ela sentiu o bebê mexer e agitada chamou o marido para perto, podendo assim, tocar e sentir. Foram muitas risadas, olhando o movimento que o bebê fazia na barriga da mãe. Idealizaram e sonhavam como seria a criança e tudo que iriam fazer juntos. Subiram para o quarto e adormeceram felizes como nunca.
Dois meses se passaram. E um dia Miguel estava na plantação verificando o cultivo, escutou um empregado da casa a gritar:
- Seu Miguel, Seu Miguel... corre... corre... Dona Letícia está com as dores, o bebê tá nascendo!!!
Miguel corre em direção da casa ordenando que alguém corresse para chamar Dona Olava, a parteira da fazenda vizinha, que havia feito o parto do próprio Miguel.
Nasce um menino, forte e saudável, o qual batizaram de João Vitor, homenageando o pai de Miguel, que se chamava João e o pai de Letícia, que se chamava Vitor.
Os anos se passaram e a cada dia a felicidade parecia que aumentava aos olhos de todos daquelas terras. O menino já com 5 anos, se tornara a luz da casa. Todos o adoram, o mimam e paparicam. O pai, todo orgulhoso anda com o menino pela fazenda e o coloca em experiências saudáveis, já cultivando o gosto e o saber pelas terras e animais. A mãe em cuidados diários, tenta transmitir ao garoto o gosto pelos livros e pela cultura.
Após a missa de domingo, o casal chega em casa e se depara com visitas desconhecidas, que se identificam como mensageiros de um grande proprietário de terras, amigo do pai de Miguel. O casal os recebe, sem saber o motivo de uma visita tão inesperada.
- Desculpe, Sr. Miguel, virmos assim sem avisá-los, mas o assunto é importante e urgente. Nosso patrão solicita imediatamente sua presença em suas terras, pois está muito doente e precisa falar-lhe pessoalmente, e a ordem que temos é sairmos daqui junto ao Senhor.
- Mas não o conheço! Meu pai nunca me disse nada deste amigo distante! Não posso largar toda a administração das minhas terras por um capricho de uma pessoa que não conheço!
- Peço que nos desculpe novamente Sr. Miguel! O que posso dizer somente é que se trata de algo muito importante e que, acredite em nós, o assunto é de seu interesse!
O casal solicita uma conversa particular e no escritório Miguel mostra a curiosidade estampada em saber o que poderia ser, e Letícia mesmo não querendo se afastar, percebe a perturbação do marido e o apóia, para que ele vá verificar do que se trata.
Os três partem imediatamente após o almoço. E Letícia sente uma dor forte no peito ao ver o marido se afastar, como se ele estivesse partindo para uma batalha sem fim, e talvez, sem volta.
Tudo estava calmo... uma típica noite de verão. O forte vento soprava balançando as copas das árvores, indicando a possível chegada de uma tempestade. As folhas secas no chão corriam pelo campo em pequenos roda-moinhos, e as plantações de milho mexiam-se rapidamente como se estivem dançando. As tempestades noturnas eram comuns nesta época do ano, por isso não abalou Miguel e Letícia que estavam sentados na varanda olhando o movimentar da noite e as nuvens que se formavam, escurecendo aquela noite clara.
Letícia, abraçada ao seu amado sentindo o cheiro forte da terra misturado ao suor do marido, que acabara de chegar da cidade com a venda completa da colheita daquele ano, contava à esposa os detalhes da negociação e os planos de crescimento para a fazenda.
O casamento fora arranjado pelos pais de ambos, que não sabiam da existência do amor entre Miguel e Letícia. Parecia que a felicidade era realmente para ser deles. Um completava o outro em corpo, alma e pensamento. O destino os uniu em amor e negócios, que era muito comum entre os fazendeiros da região casarem filhos para fortificar as negociações comerciais. Mas com esse jovem casal havia algo diferente, pois já havia a existência do amor forte e verdadeiro.
Com a morte dos pais de Letícia, Miguel assumiu a administração dos bens da família, pois ela era filha única. E a união de terras, amor, inteligência e trabalho de ambos, fez com que dobrassem o capital que os pais haviam deixado. Miguel cuidava das plantações, criação dos animais e dos empregados externos e Letícia, da casa, da criadagem interna e da administração geral da fazenda, com seus documentos e finanças. Tudo muito controlado e correto, como o pai havia ensinado.
O vento aumentou sua intensidade, fazendo com que o casal fosse para o interior da casa, pois o temporal realmente já estava se formando. Letícia solicitou que colocassem o jantar à mesa, e mesmo com a forte chuva, os trovões e relâmpagos que se faziam lá fora não interromperam o jantar e a alegria do casal com o planejamento do futuro, já que logo chegaria o bebê, tão aguardado e querido.
Após o jantar, sentados cada um em sua poltrona, Letícia lia seus livros de romance, enquanto Miguel lia as noticias no jornal, pois ficara fora muitos dias e precisava se atualizar. Ela sentiu o bebê mexer e agitada chamou o marido para perto, podendo assim, tocar e sentir. Foram muitas risadas, olhando o movimento que o bebê fazia na barriga da mãe. Idealizaram e sonhavam como seria a criança e tudo que iriam fazer juntos. Subiram para o quarto e adormeceram felizes como nunca.
Dois meses se passaram. E um dia Miguel estava na plantação verificando o cultivo, escutou um empregado da casa a gritar:
- Seu Miguel, Seu Miguel... corre... corre... Dona Letícia está com as dores, o bebê tá nascendo!!!
Miguel corre em direção da casa ordenando que alguém corresse para chamar Dona Olava, a parteira da fazenda vizinha, que havia feito o parto do próprio Miguel.
Nasce um menino, forte e saudável, o qual batizaram de João Vitor, homenageando o pai de Miguel, que se chamava João e o pai de Letícia, que se chamava Vitor.
Os anos se passaram e a cada dia a felicidade parecia que aumentava aos olhos de todos daquelas terras. O menino já com 5 anos, se tornara a luz da casa. Todos o adoram, o mimam e paparicam. O pai, todo orgulhoso anda com o menino pela fazenda e o coloca em experiências saudáveis, já cultivando o gosto e o saber pelas terras e animais. A mãe em cuidados diários, tenta transmitir ao garoto o gosto pelos livros e pela cultura.
Após a missa de domingo, o casal chega em casa e se depara com visitas desconhecidas, que se identificam como mensageiros de um grande proprietário de terras, amigo do pai de Miguel. O casal os recebe, sem saber o motivo de uma visita tão inesperada.
- Desculpe, Sr. Miguel, virmos assim sem avisá-los, mas o assunto é importante e urgente. Nosso patrão solicita imediatamente sua presença em suas terras, pois está muito doente e precisa falar-lhe pessoalmente, e a ordem que temos é sairmos daqui junto ao Senhor.
- Mas não o conheço! Meu pai nunca me disse nada deste amigo distante! Não posso largar toda a administração das minhas terras por um capricho de uma pessoa que não conheço!
- Peço que nos desculpe novamente Sr. Miguel! O que posso dizer somente é que se trata de algo muito importante e que, acredite em nós, o assunto é de seu interesse!
O casal solicita uma conversa particular e no escritório Miguel mostra a curiosidade estampada em saber o que poderia ser, e Letícia mesmo não querendo se afastar, percebe a perturbação do marido e o apóia, para que ele vá verificar do que se trata.
Os três partem imediatamente após o almoço. E Letícia sente uma dor forte no peito ao ver o marido se afastar, como se ele estivesse partindo para uma batalha sem fim, e talvez, sem volta.
(Continua...)
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Setembro e a Primavera
Oba Setembro!!!!
Adoro Setembro! Eu tenho esse mês como o mês da virada, da analise, do rejuvenescimento.
Acordei, olhei em volta e senti o cheiro das flores, a presença da esperança e a alegria do amor!
Adoro Setembro! Eu tenho esse mês como o mês da virada, da analise, do rejuvenescimento.
Acordei, olhei em volta e senti o cheiro das flores, a presença da esperança e a alegria do amor!
Pois esse é o mês da Primavera!
Respirei fundo, me enchi de felicidade e agradeci a Deus por mais um mês concluído, e outro iniciado.
E mesmo a manhã fria, não pode esconder a beleza que vemos nas cores vibrantes do mundo. Muitos passam despercebidos por toda beleza que os olhos de nossos corações nos proporcionam, pois preferem esconder de si mesmos. Preferem apenas o céu cinzento, a lama, a tristeza, e não percebem que a beleza deste mundo esta dentro de nós.
Já tentaram olhar de verdade a beleza do mundo?? Pois é!!!! Até as coisas feias, chatas, mesquinhas, tristes, se olhadas com bons olhos se tornam belas.
Quando olharem, não simplesmente vejam, OLHEM DE VERDADE, olhem com o sentimento, com o coração, com amor! Olhem nosso mundo com alegria, esperança e fé!!!
Hoje, sugiro dois vídeos no Youtube: um deles tem a composição e voz de um dos melhores artistas brasileiros: José Miguel Wisnik, com a múscia "Primavera"; O outro tem imagens belissímas, com a música clássica "Valsa das Flores" de Tchaikovsky. Vejam e sintam com o coração e deixem toda essa beleza entrar dentro de vocês e tornem suas vidas mais alegres e coloridas.
Respirei fundo, me enchi de felicidade e agradeci a Deus por mais um mês concluído, e outro iniciado.
E mesmo a manhã fria, não pode esconder a beleza que vemos nas cores vibrantes do mundo. Muitos passam despercebidos por toda beleza que os olhos de nossos corações nos proporcionam, pois preferem esconder de si mesmos. Preferem apenas o céu cinzento, a lama, a tristeza, e não percebem que a beleza deste mundo esta dentro de nós.
Já tentaram olhar de verdade a beleza do mundo?? Pois é!!!! Até as coisas feias, chatas, mesquinhas, tristes, se olhadas com bons olhos se tornam belas.
Quando olharem, não simplesmente vejam, OLHEM DE VERDADE, olhem com o sentimento, com o coração, com amor! Olhem nosso mundo com alegria, esperança e fé!!!
Hoje, sugiro dois vídeos no Youtube: um deles tem a composição e voz de um dos melhores artistas brasileiros: José Miguel Wisnik, com a múscia "Primavera"; O outro tem imagens belissímas, com a música clássica "Valsa das Flores" de Tchaikovsky. Vejam e sintam com o coração e deixem toda essa beleza entrar dentro de vocês e tornem suas vidas mais alegres e coloridas.
Agora vocês tem duas escolhas! Duas visões da qual vocês define o que quer olhar, e qual caminho seguir: um é de Pedras, o outro é de Pedras também, mas com flores e árvores à sua volta.
Eu escolho sempre o das flores!!! Pois me distraio tanto com a beleza do caminho e seu agradável perfume que nem percebo as pedras existentes no caminho (E saibam que são pedras bem grandes!!!!), fazendo com que essas pedras passem despercebidas...
E você, qual caminho você escolhe?????
Eu escolho sempre o das flores!!! Pois me distraio tanto com a beleza do caminho e seu agradável perfume que nem percebo as pedras existentes no caminho (E saibam que são pedras bem grandes!!!!), fazendo com que essas pedras passem despercebidas...
E você, qual caminho você escolhe?????
Que o "Setembro" de vocês seja repleto de flores...
"O amor é lindo e a felicidade existe"
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Existir
Tudo parece
..................o que é
O que parece, passa a ser!
Sendo... não é mais.
Mas, parece!
E tudo que é
..................parece ser
Mas não é mais!!!
..................o que é
O que parece, passa a ser!
Sendo... não é mais.
Mas, parece!
E tudo que é
..................parece ser
Mas não é mais!!!
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